domingo, 17 de março de 2013


Angustia em pensar nos quereres
Uma mão seca me agarra a garganta
Um monstro triste toma conta dos abismos que fiz
Carregando-me no ontem da rutilância

Nossos pés de poesia hermética
Nossa vida e eterna novidade de viver
Embriago-me de sua alma enquanto posso
E enquanto estranho a minha e como meu próprio ser

Que agonia (in)significante!
Que desperdício de teorias promissoras
Mudarei meu olhar para um farol
E roubarei dois ou um lençol
Pra me enrolar de desejos flutuantes

E digo agora e nunca mais:
Desejo tudo mais que tudo
Desejo o sol queimando e limitando minha carne
Desejo me apaixonar pelos olhos da lua
Desejo que a noite me envolva de névoa
E suma com minha existência nua e crua 

Nenhum comentário:

Postar um comentário