Até o cantar(res) dos pássaros me dissolve nessa terra. Há um sentir imaculado nos orgasmos que tive. Eu vivo em ser, em é, e é em estar. Eu gozo em olhar árvores, eu lambo peles feitas de areia. Masturbo essa ânsia de querer explodir em vida e de beijar a lua. Uivo uma vez por mês, durante alguns dias, e me submeto a irresponsabilidade do sentir desenfreado. Não me freie! Não me freie nunca, que não tem escapismo melhor do que acordar e continuar em sonho. Minhas mãos tremem constantemente com a emoção do instante. Esse instante que chuto e que engulo. Esse instante que cospe na minha cara dizendo que o prazer... Ah... O prazer é onisciente e onipresente, e que a gente só goza pelo fato de estar vivo.
Ela é louca! Ela é louca de jogar versos na Lua!
(E fala de amor quando vê nuvens brilhando...)
quinta-feira, 28 de março de 2013
sábado, 23 de março de 2013
Como podes, Ultimo Romance?
Como podes ser lembrança de sentir
Se doente acho
o sentir imortal?
Me apodrece cada gosta que não cai
Meus olhos secos mais parecem vidros
Beijo bocas com ânsia de sugar almas
Beijo almas com a ânsia de sentir a minha
Mas tu, Ultimo Romance
Me beija só com olhos
Meu coração hipotérmico
Alega que sem afeto,
Só se afeta mais embaixo
E o que sonho
É um amor doido que acha que (é) são
E seremos
Como podes ser lembrança de sentir
Se doente acho
o sentir imortal?
Me apodrece cada gosta que não cai
Meus olhos secos mais parecem vidros
Beijo bocas com ânsia de sugar almas
Beijo almas com a ânsia de sentir a minha
Mas tu, Ultimo Romance
Me beija só com olhos
Meu coração hipotérmico
Alega que sem afeto,
Só se afeta mais embaixo
E o que sonho
É um amor doido que acha que (é) são
E seremos
domingo, 17 de março de 2013
Sinto meu corpo quente e meus pés gelados
Sinto tanto o mundo
Que acho que estou doente
Gosto de sentir as pessoas
E tenho medo de fazê-las tristes
Por gostar de sentir as pessoas
Reclamam de mim
Pois não sou pontual
E respondo mentalmente
“Que só o sol é pontual nesse mundo”
Mas gosto de ir ao ponto
Chegar ao ponto pontualmente
E tocar no ponto exato
da (v)ida
Quanto osso, quanta carne, quanto céu
Quanto olho de fraude, quanto boca com gosto de mel
Quanta mulher gostosa que como com gosto de fel
E quantas vezes estalo os lábios com sede de querer
E quantas vezes quero com sede de comer
E as vezes como com sede de lábios e de prazer
Devoro os signos do teu eu
Devoro cada bocado de sombra
Devoro teu destino no zodíaco
E me enveneno com todo teu gosto
Luto contra César
Contra Gregos e Poetas
Luto contra Aquiles e seu grito
Africanos e seus mitos
Luto contra Deus e o Papa
Portugueses e seus mapas
Só pra te comer.
Angustia em pensar nos quereres
Uma mão seca me agarra a garganta
Um monstro triste toma conta dos abismos que fiz
Carregando-me no ontem da rutilância
Nossos pés de poesia hermética
Nossa vida e eterna novidade de viver
Embriago-me de sua alma enquanto posso
E enquanto estranho a minha e como meu próprio ser
Que agonia (in)significante!
Que desperdício de teorias promissoras
Mudarei meu olhar para um farol
E roubarei dois ou um lençol
Pra me enrolar de desejos flutuantes
E digo agora e nunca mais:
Desejo tudo mais que tudo
Desejo o sol queimando e limitando minha carne
Desejo me apaixonar pelos olhos da lua
Desejo que a noite me envolva de névoa
E suma com minha existência nua e crua
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